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Canal de Vídeos - Entrevistas com Dr. Marcelo Assad

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Obesidade e diabetes infantil

Há algum tempo atrás, o diabetes tipo 2 era uma doença típica de adultos, mas com a elevação das taxas de obesidade infantil, esse tipo de diabetes vem aumentando entre os jovens. Segundo dados da American Heart Association, atualmente uma em cada três crianças e adolescentes de 2 a 19 anos apresentam sobrepeso ou obesidade.

Essa epidemia está propiciando que condições e doenças típicas dos mais idosos tenham um incremento perigoso em jovens. Para Dr. Marcelo Assad, cardiologista do Hospital Pró-Cardíaco,(retirar) "o diabetes tipo 2 representa um fator de risco para aquisição de outras doenças como infarto agudo do miocárdio, hipertensão, AVC (acidente vascular cerebral), alterações na visão e insuficiência renal avançada, além da amputação de membros inferiores", esclarece.

A relação entre excesso de peso e diabetes tipo 2 entre crianças e adolescentes segue a mesma tendência da manifestação da doença em adultos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, de forma geral, estima-se que 60% a 90% dos portadores do tipo 2 da doença sejam obesos.

Por isso, é fundamental que pais, responsáveis e educadores alertem crianças e adolescentes para os riscos do excesso de peso e do sedentarismo, criando situações favoráveis em busca de uma alimentação saudável e da prática de exercícios físicos. "É necessário dar suporte educacional em nutrição para estudantes em todos os níveis de formação e limitar o acesso a atividades que estimulem a inércia como televisão, computador e vídeo-games", revela Dr. Marcelo Assad.

Diabetes infantil – Sintomas: Os sintomas da diabetes infantil são sede, aumento de fome e emagrecimento, aumento do número de vezes em que se urina e são, na maioria das vezes, acompanhados por grande mal estar, sonolência, fraqueza, tonturas, câimbras e formigamentos.

Condutas nutricionais para combater a obesidade:· Diminuir o consumo de gorduras saturadas e gorduras TRANS | · Encorajar o consumo de leite desnatado | · Orientar sobre adequada hidratação sem consumo em excesso de calorias | · Aumentar o consumo de grãos e reduzir o consumo de açúcar em comidas e bebidas | · Reduzir o consumo de sal, incluindo nos alimentos industrializados | ·Incrementar a necessidade do comportamento saudável com ênfase na atividade física regular.

Outros Dados - American Heart Association:. Mais de 9 milhões de crianças e adolescentes entre 6 e 19 anos estão com sobrepeso nos EUA | . O aumento do sobrepeso em bebês de 6 a 24 meses era de 7.2 % em 1980 e 11.5 % em 2004 | . A prevalência do sobrepeso em crianças entre 6 e 11 anos era de 4.0 % em 1974 e 17.5 % em 2004 | . Para adolecentes, a prevalência do sobrepeso entre 12 e 19 anos era 6.1% em 1974 e 17.0 % em 2004.

Pesquisa – Prevenção de obesidade: A partir do debate sobre obesidade e fatores de risco associados, a alimentação nas escolas é um fator importante a ser considerado, pois crianças e adolescentes passam em média metade de seus dias no ambiente escolar e precisam de opções saudáveis de alimentação, dificilmente encontradas nas cantinas escolares.

Salgadinhos fritos, sanduíches, biscoitos e bebidas como refrigerantes e similares, que têm predominância de cafeína, são as opções mais encontradas nas cantinas das escolas. O pior é que na maioria dos casos, não há opções de sucos, frutas, sanduíches menos calóricos ou salgados com farinha integral, que poderiam despertar o interesse para uma alimentação mais saudável e equilibrada.

De acordo com um estudo recente, realizado pelo Professor Martin Wabitsch, da Universidade de Ulm, na Alemanha, programas de intervenção aplicados em escolas podem reduzir a obesidade na infância. A pesquisa contou com a participação de 1.037 crianças da escola primária (para nós, ensino fundamental) com idades entre 7 e 8 anos de idade. Durante 1 ano, as crianças foram divididas em dois grupos. Metade das crianças foi incluída no grupo de intervenção, a fim de receberem as instruções adequadas para avaliação posterior dos resultados do estudo. Enquanto isso, o outro grupo de crianças continuou com a rotina normal da escola.

As crianças do grupo de intervenção receberam um manual sobre como viver de forma saudável nas escolas além de instruções referentes ao estudo: reduzir a ingestão de bebidas e alimentos com açúcar e deixar de fora da rotina a TV e o computador. Além disso, as crianças receberam instruções sobre como viver de forma saudável nas escolas – mensagens chaves sobre dietas e exercícios eram incluídas em várias lições e as crianças passaram a inserir na rotina diária duas sessões de 7 minutos de exercícios físicos, cada.

Às famílias das crianças do grupo de intervenção, foram enviadas cartilhas com informações relacionadas à prevenção de ganho de peso e tarefas de casa.

Resultados - Quatro meses antes do fim da intervenção, foi feita uma avaliação com as crianças dos dois grupos:. Todos mostraram aumento de massa muscular, o que é normal nessa faixa etária, mas o aumento do grupo de intervenção era metade do que o observado no outro grupo | . Quando avaliadas, as crianças do grupo de intervenção tinham a circunferência 1 cm menor e 260 gramas de massa corporal a menos do que as crianças do outro grupo.

Diante dos resultados, segundo o professor Wabitsch, "essa intervenção teve um pequeno, mas significante efeito", revela, sugerindo que o programa de intervenção em escolas teve resultados efetivos e que o sucesso do programa tem como base o fato de que as crianças comiam e faziam exercícios dentro do ambiente escolar, o que pode dar sustentação aos grupos que apoiam e sustentam motivações.

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Imprensa

Dr. Marcelo Heitor Vieira Assad

Dr.Marcelo.AssadEspecialidades

Cardiologia - Medicina Intensiva

  • Mestre em Cardiologia pela UERJ
  • Fellow of the American College of Cardiology
  • Residência em Cardiologia pelo Instituto Nacional de Cardiologia
  • Título de especialista em Cardiologia pela SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia)
  • Título de especialista em Terapia Intensiva pela AMIB (Associação Médica Intensiva Brasileira)
  • Coordenador do Serviço de Lípides e Diabetes do Instituto Nacional de Cardiologia.
  • Diretor da SOLAT (Sociedade Latino-americana de Aterosclerose)
  • Presidente eleito do Departamento de Cardiologia Clínica da SOCERJ (2018-2019)
  • Diretor Presidente da FUNDACOR (Fundação Pró-Coração)
  • Ex-Presidente do Departamento de Doença Coronária da SOCERJ - (2007-2009)
  • Ex-Diretor financeiro do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2011-2013)
  • Ex-Presidente do Corpo clínico do Instituto Nacional de Cardiologia - (2009-2013)
  • Ex-Coordenador da Divisão de Procedimentos Clínicos do Instituto Nacional de Cardiologia